Início › Quanto você deveria gastar
Qual parcela de financiamento de carro eu consigo pagar?
A regra de bolso mais citada pede entrada de 20%, prazo curto e custo total do carro abaixo de mais ou menos 10% da renda. É uma regra de bolso, não um padrão, e ela existe para te lembrar de três coisas: entrada maior reduz o valor financiado, prazo longo reduz a parcela e aumenta o custo total, e o carro custa muito mais que a parcela. O teste que vale mesmo é outro: monte no papel o conjunto inteiro de envelopes do carro por um mês, parcela, combustível, seguro, IPVA, licenciamento e manutenção, e veja o que precisa encolher para caber.
O que a regra de bolso é e o que ela não é
Entrada de vinte por cento, prazo o mais curto possível e o custo total do carro abaixo de uns dez por cento da renda. Isso circula como se fosse padrão técnico e não é: é um resumo de três verdades simples em formato memorizável. Entrada maior significa financiar menos, e financiar menos custa menos, sempre. Prazo mais curto significa parcela maior e custo total menor. E dez por cento é um lembrete de que o teto não se aplica à parcela sozinha, mas ao carro inteiro. Trate como ponto de partida para conversar consigo mesmo, não como aprovação ou reprovação. O teste que decide não é uma fórmula, é a simulação do seu próprio mês com o carro dentro.
Aprovação não é capacidade de pagar
A análise da financeira olha renda comprovada, histórico de crédito e o valor do bem, e o teto que ela usa é de risco dela, não de conforto seu. Ela não sabe que você tem escola particular, plano de saúde familiar, ou seis parcelas de outra coisa correndo até dezembro. Também não conta o combustível, o seguro nem o IPVA, que aparecem exatamente por causa da compra que ela está aprovando. É perfeitamente comum ser aprovado para uma parcela que, somada ao resto do carro, consome o dobro do que sobra no seu mês. Peça a simulação, anote a parcela e o custo total, agradeça, e vá fazer o seu próprio teste antes de assinar qualquer coisa.
A armadilha do prazo longo
Esticar o financiamento é a forma mais fácil de fazer qualquer carro parecer acessível, porque a parcela cai e a sensação de caber melhora. O que acontece por trás é que você paga por mais tempo e o custo total sobe. Além disso, prazo longo aumenta o período em que você deve mais do que o carro vale, o que vira um problema concreto se precisar vender ou se acontecer uma perda total. Se a única forma de a parcela caber é alongando o prazo, a informação que o orçamento está te dando é que o carro está caro para este momento, não que o prazo estava errado. Compare sempre o custo total das opções que a financeira apresentar, não apenas o valor mensal.
O conjunto de envelopes, não a parcela
Antes de decidir, simule um mês. Escreva a parcela, o combustível estimado a partir do seu trajeto real, o seguro dividido por doze, o IPVA e o licenciamento dividido por doze usando os valores do seu estado, o estacionamento se houver, e uma linha de manutenção. Some. Esse é o custo do carro. Agora tire esse total do seu orçamento atual e veja de onde ele saiu, envelope por envelope. Se saiu do lazer e da poupança, é uma escolha. Se saiu da Reserva Programada e do mercado, é um problema com data marcada. Fazer isso no papel custa vinte minutos e evita a descoberta cara, que é a mesma conta feita em março com o contrato já assinado.
A mudança de envelope para fazer esta semana
Mesmo antes de comprar, crie os envelopes do carro e finja que ele já existe por um ou dois meses, transferindo o valor da parcela simulada para a poupança em vez de para a financeira. Duas coisas acontecem. Você descobre na prática se o mês aguenta, sem risco nenhum, e a entrada cresce enquanto você testa. Se aguentou, compre com uma entrada maior do que a planejada. Se não aguentou, você economizou um erro caro. No Envelope Budget dá para criar esses envelopes e uma meta de poupança para a entrada, com o quadro de visualização para o carro que você quer, e acompanhar o avanço no widget sem precisar abrir o app.
Dúvidas comuns
A regra dos vinte por cento de entrada é realista?
Para muita gente, não no primeiro carro, e tudo bem. O valor da regra não está no número exato e sim na direção: quanto maior a entrada, menos você financia e menos o carro custa no total. Se você não consegue vinte por cento hoje, a pergunta útil é quantos meses faltam para conseguir e o que muda no preço se você esperar. Enquanto espera, guarde o valor da parcela simulada em uma meta de poupança. Isso testa o orçamento e aumenta a entrada ao mesmo tempo, sem contrato nenhum assinado.
Uma entrada maior reduz a parcela o suficiente para valer a pena?
Toda entrada adicional reduz o valor financiado e, com isso, a parcela e o custo total. Quanto exatamente depende da taxa e do prazo do seu contrato, e por isso a resposta honesta é: peça à financeira duas simulações, uma com a entrada que você tem hoje e outra com a que você teria em três ou seis meses, e compare parcela e custo total lado a lado. Não é uma conta que este site pode fazer por você, mas é uma conta que a própria financeira faz de graça e que a maioria das pessoas não pede.
E se o carro já está quitado, preciso de envelope mesmo assim?
Precisa, e é aí que a maioria erra. Sem parcela, o carro parece de graça, e aí o IPVA de janeiro, o seguro, a revisão e o jogo de pneus chegam como emergências. Monte uma Reserva Programada com o IPVA e o licenciamento do ano passado, o prêmio do seguro e uma estimativa de manutenção, tudo dividido por doze. Some a isso o envelope mensal de combustível e estacionamento. Carro quitado é mais barato, não é gratuito, e a diferença entre as duas coisas costuma ser descoberta no começo do ano.
Rode este orçamento no seu celular
O Envelope Budget coloca estes envelopes no seu bolso. Dê destino a cada valor, registre os gastos na hora e veja o que sobrou de verdade.
Baixar o Envelope BudgetiPhone · registro manual, sem conexão com o banco · 7 dias grátis