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Como Economizar com Combustível
Rodar menos quilômetros é a única mudança que produz economia grande; todo o resto reduz o custo dos quilômetros que você continua rodando. Na ordem de alavancagem: juntar deslocamentos em uma saída só, manter o pneu na pressão indicada pelo fabricante, tirar o pé em estrada, retirar peso morto, e comparar preço entre postos do caminho que você já faz. Sobre etanol e gasolina, não confie em regra de bolso: meça o consumo do seu próprio carro com cada combustível e compare o custo por quilômetro. Encha um envelope de Transporte por semana.
Quilômetro primeiro, todo o resto depois
Consumo de combustível é distância dividida pela eficiência do carro, e a distância é a única variável em que você pode mexer de forma grande. Uma viagem que deixa de acontecer economiza cem por cento do combustível dela; a melhor técnica de direção economiza uma fração de cada viagem que acontece. Por isso a primeira pergunta não é como dirigir melhor, é quais deslocamentos existem e quais poderiam não existir — dias em casa quando possível, caronas combinadas, resolver várias coisas na mesma saída, escolher o mercado do caminho em vez do que fica do outro lado da cidade. Depois de reduzir a distância, aí sim vale otimizar o custo do que sobrou.
Junte deslocamentos e evite partidas a frio
Motor frio consome mais até atingir a temperatura de trabalho, o que significa que quatro saídas curtas em um dia gastam bem mais do que uma saída que resolve as quatro coisas. Planejar a rota da saída, na ordem geográfica e não na ordem em que você lembrou das tarefas, é uma economia real e sem esforço recorrente. O mesmo vale para o trajeto do trabalho: sair no horário em que o trânsito flui, quando isso é possível, reduz o tempo de motor ligado parado, que consome sem andar. Deixar o carro em casa para percursos curtos, quando existe alternativa segura a pé ou de bicicleta, elimina justamente os trechos em que o consumo por quilômetro é pior.
Pneu, peso e velocidade
Três itens mecânicos têm efeito comprovado e custo baixo. Calibragem: pneu abaixo da pressão indicada pelo fabricante aumenta o consumo, e a pressão correta está no manual ou na etiqueta da coluna da porta — verifique a cada duas semanas, com o pneu frio. Peso e aerodinâmica: bagageiro no teto, mesmo vazio, e porta-malas usado como depósito custam combustível em todo quilômetro. Velocidade: a resistência do ar cresce muito rápido com a velocidade, então rodar mais devagar em estrada reduz consumo de forma perceptível. Some a isso manutenção em dia, especialmente filtro de ar e velas conforme o manual, porque motor mal mantido consome mais e o custo aparece todo mês.
Etanol ou gasolina: meça no seu carro
Existe uma regra de bolso muito repetida sobre a proporção de preço entre os dois combustíveis, mas ela é uma média que pode não valer para o seu carro, que tem o seu motor, o seu tipo de uso e a sua idade. Faça o teste que vale para você: abasteça o tanque cheio com um dos combustíveis, zere o hodômetro parcial, rode até quase esvaziar em uso normal, e ao completar novamente anote os quilômetros rodados e os litros colocados. Quilômetros divididos por litros é o consumo. Repita com o outro combustível, no mesmo tipo de trajeto. Depois divida o preço do litro pelo consumo de cada um: o menor custo por quilômetro é o que compensa para você.
Comparar postos sem gastar a economia na busca
Preço de combustível varia bastante entre bairros e entre postos, e aplicativos de comparação mostram isso. A regra para não perder o ganho é simples: só considere postos que já estão no caminho que você faz de qualquer jeito. Dirigir mais alguns quilômetros para economizar centavos por litro consome parte do que economizou, além do tempo. Programas de fidelidade e descontos por pagamento em algumas bandeiras existem e podem valer, desde que você já abasteceria ali. E desconfie da tentação de encher o tanque toda vez que o preço cai: abastecer não é investimento, e o ganho é limitado ao tamanho do tanque.
O envelope: Transporte, cheio por semana
Combustível fica no envelope de Transporte, junto com pedágio e estacionamento, e ele funciona melhor semanal, porque abastecer é um evento frequente. Defina o valor pela sua própria frequência: quantas vezes você abastece por mês e quanto costuma colocar. Como o preço do litro oscila, dimensione pelo pico recente e deixe sobrar, em vez de refazer a conta todo mês. Mantenha manutenção, IPVA, licenciamento e seguro fora deste envelope, em reservas programadas próprias, porque são despesas anuais e misturá-las faz o transporte parecer imprevisível quando ele não é. Registre cada abastecimento com os quilômetros rodados: com três meses disso você conhece o consumo real do seu carro.
Dúvidas comuns
Dirigir mais devagar economiza mesmo?
Em estrada, sim, e o efeito é perceptível, porque a resistência do ar cresce muito rápido conforme a velocidade sobe — o motor precisa de bem mais energia para manter uma velocidade alta do que uma moderada. Na cidade, o que importa mais é a suavidade: acelerar e frear com antecedência, evitar arrancadas, e não deixar o carro parado ligado por muito tempo. Se você quiser medir em vez de acreditar, registre quilômetros rodados e litros abastecidos por algumas semanas e compare períodos com estilos diferentes de condução. O seu próprio consumo é o único número que decide.
Como sei se o etanol compensa no meu carro?
Medindo, não aplicando uma regra pronta. Abasteça o tanque cheio com um dos combustíveis, zere o hodômetro parcial e rode em uso normal até quase esvaziar; ao completar de novo, anote os quilômetros percorridos e os litros colocados, e divida um pelo outro para achar o consumo. Repita com o outro combustível em trajetos parecidos. Depois divida o preço do litro pelo consumo de cada um e compare o custo por quilômetro. Refaça a comparação quando os preços mudarem bastante, porque a resposta muda com o preço, não com o carro.
Como orçar combustível se o preço muda toda hora?
Dimensione o envelope pelo maior valor mensal dos últimos três meses, em vez da média, e deixe sobrar nos meses mais baratos. Assim uma alta de preço não obriga a refazer o orçamento e você não fica descoberto justamente no mês ruim. Uma forma ainda mais estável é orçar por consumo em vez de por reais: se você sabe quantos litros usa por mês, aplicar o preço atual leva dez segundos. Se a alta se mostrar permanente, atualize o envelope de propósito e decida de onde sai a diferença, em vez de deixar que ela saia sozinha de outro lugar.
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