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Como Economizar no Gás de Cozinha

O gás de cozinha não se comporta como conta de luz ou de água: ele não chega todo mês, chega quando acaba. Isso o torna uma despesa irregular que estoura o mês em que cai, e a solução é a mesma de qualquer despesa irregular previsível — medir a duração real do seu botijão, dividir o custo pelo número de meses que ele dura e guardar essa fração todo mês numa reserva programada. Depois disso, as duas alavancas reais são comparar revendas antes de precisar e reduzir o tempo de chama acesa, que é o que consome o gás.

Meça a duração do seu botijão, não a média de ninguém

Quanto tempo um botijão dura depende de quantas pessoas moram na casa, de quanto se cozinha em vez de comprar pronto, de quantas panelas ficam no fogo ao mesmo tempo e de o fogão ter ou não forno em uso frequente. Nenhuma média publicada serve para você. O método é ridiculamente simples e é o único confiável: escreva a data no botijão com caneta no dia em que ele começa a ser usado e anote a data em que acaba. Faça isso duas vezes seguidas para ter alguma segurança. Com a duração em mãos e o preço que você pagou, você tem o custo por mês da sua casa, que é o número que entra no orçamento.

Compare revendas antes de o botijão acabar

O pior momento para comparar preço é quando o gás acaba no meio do almoço de domingo. Nessa hora você compra de quem entregar mais rápido, e é assim que a maioria das pessoas paga mais caro sem saber quanto. Uma vez por ano, ligue ou consulte três revendas da sua região e anote o preço de cada uma, junto com o prazo de entrega e se cobram a troca em condições diferentes. Guarde os três contatos no celular. Vale conferir também se existe diferença entre buscar e receber em casa, e se a revenda pratica preço diferente à vista. Feita a pesquisa uma vez, ela vale para vários botijões, o que é uma das melhores relações entre esforço e retorno em toda a categoria.

O que realmente consome gás na cozinha

O consumo é proporcional ao tempo de chama acesa, e não ao número de refeições. Daí saem os hábitos que funcionam: usar panela de pressão para grãos e carnes duras, que corta tempo de fogo drasticamente; tampar as panelas, porque água descoberta demora muito mais a ferver; ajustar a chama para não ultrapassar o fundo da panela, já que o fogo que lambe a lateral aquece o ar e nada mais; escolher a boca de tamanho compatível com a panela; e ferver só a quantidade de água que vai usar. O forno é o maior consumidor isolado num fogão doméstico, então aproveitá-lo cheio, assando mais de uma coisa por vez, muda o número. Fogão limpo, com queimadores desobstruídos e chama azul, também rende mais.

Segurança não é item de economia

Vale ser explícito sobre uma linha que este texto não cruza. Mangueira e regulador têm prazo de validade impresso e devem ser trocados quando vencem, independentemente de parecerem bons. Botijão se compra em revenda autorizada, com lacre íntegro. Cheiro de gás é assunto de fechar o registro, abrir janelas, não acionar interruptores e chamar quem entende, não de economizar. Nada nesta página sugere adiar troca de peça, comprar em fonte informal ou improvisar instalação. A economia legítima aqui vem de comparar preço e de reduzir tempo de chama, duas coisas que não têm risco nenhum associado. Se a dúvida for técnica, ela é de instalador, não de site de orçamento.

O envelope: uma reserva programada, não uma conta mensal

Como a compra acontece a cada poucos meses, lançar o valor cheio no mês em que ele cai faz o mercado parecer descontrolado justamente no mês errado. Faça o contrário: divida o preço do botijão pelo número de meses que ele dura na sua casa, segundo a sua medição, e guarde essa fração todo mês numa reserva programada chamada Gás. Quando o botijão acabar, o dinheiro já está lá e a compra não desorganiza nada. Se a sua casa tem gás encanado com fatura mensal, o tratamento é outro e ele pertence ao envelope de Contas de Casa, junto com luz e água. Refaça a divisão sempre que o preço mudar ou quando a rotina de cozinhar mudar bastante.

Dúvidas comuns

Quanto tempo dura um botijão de gás?

Depende tanto da casa que qualquer número genérico atrapalha mais do que ajuda: número de moradores, frequência de cozinhar, uso de forno e até o hábito de deixar água fervendo destampada mudam a resposta em meses. Meça a sua: escreva a data de início no botijão e anote a data em que ele acabou, duas vezes seguidas. Com a duração média da sua casa e o preço que você paga, você tem o custo mensal real, que é o único número útil para o orçamento. É também esse número que permite avaliar se algum hábito novo fez diferença.

Vale a pena ter um botijão reserva?

Do ponto de vista de orçamento, sim, e por um motivo específico: ter reserva elimina a compra de emergência, que é justamente a compra em que você não escolhe o fornecedor nem o preço. Com um botijão cheio de reserva, você repõe quando quiser e de quem quiser. O custo dessa vantagem é ter um botijão a mais parado, o que exige espaço adequado e ventilado, seguindo as orientações de armazenamento do fabricante e da revenda. No orçamento, a compra do segundo botijão entra uma vez na reserva programada e depois o ciclo continua igual.

Como coloco o gás no orçamento se não compro todo mês?

Do mesmo jeito que qualquer despesa irregular previsível: transformando em uma fração mensal. Divida o preço do botijão pelo número de meses que ele dura na sua casa e guarde esse valor todo mês numa reserva programada chamada Gás. No mês da compra, o dinheiro sai da reserva e não do envelope de Mercado, então o mercado continua comparável de um mês para o outro. Essa é a mesma mecânica que funciona para IPVA, seguro e material escolar — despesas que não chegam todo mês, mas que você sabe que vão chegar.

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