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Como Parar de Gastar Tanto com Delivery
A comida é apenas a base de um pedido por aplicativo. Em cima dela costumam entrar um preço de cardápio mais alto do que o do balcão, taxa de entrega, taxa de serviço, às vezes uma taxa de pedido mínimo e a gorjeta sugerida, calculada sobre um subtotal já inflado. Pegue um pedido recente e compare linha a linha com o cardápio do próprio restaurante; troque por retirada no local os pedidos em que isso é possível; e coloque delivery em um envelope próprio, cheio por semana, para que a pilha de taxas fique visível em vez de sumir dentro de uma categoria de comida.
Leia um recibo até o fim, uma vez
Abra o último pedido que você fez e escreva cada linha em ordem: o preço dos itens dentro do aplicativo, a taxa de entrega, a taxa de serviço quando houver, qualquer acréscimo por pedido pequeno e a gorjeta. Agora abra o cardápio do próprio restaurante, no site dele ou por telefone, e compare o preço dos mesmos itens. É comum que o preço dentro do aplicativo seja mais alto, porque o restaurante repassa o custo da plataforma. A soma de todas as diferenças é o que a conveniência custou naquela noite. Quase ninguém já fez essa conta uma vez, e ela costuma mudar o comportamento mais do que qualquer recomendação genérica.
As mudanças que têm dinheiro atrás
A primeira é retirar no local quando o restaurante é perto, o que corta a taxa de entrega e, muitas vezes, também a diferença de preço do cardápio. A segunda é pedir para mais de uma refeição no mesmo pedido, porque a pilha de taxas é praticamente fixa por pedido e não por prato: dois pedidos pequenos custam bem mais que um maior. A terceira é reduzir a frequência atacando o gatilho, que quase sempre é chegar em casa com fome e sem nada pronto — ter duas refeições congeladas resolve mais pedidos do que qualquer promessa. A quarta é combinar pedido único quando a casa tem mais de uma pessoa, em vez de cada um pedir o seu.
Assinatura de entrega compensa?
Depende inteiramente da sua frequência, e a conta é simples de fazer com os seus próprios números. Some quantas entregas você pediu nos últimos três meses e quanto pagou de taxa de entrega em cada uma. Divida o custo mensal da assinatura por essa quantidade média de pedidos e veja se o valor por pedido compensa. Confira nas condições oficiais do serviço o que exatamente está incluso, porque isenções costumam ter regras de valor mínimo e de raio de entrega. E fique atento ao efeito colateral mais caro: assinatura que zera a taxa tende a aumentar o número de pedidos, e o total mensal sobe mesmo com cada pedido custando menos.
O que quase não muda nada
Caçar cupom antes de cada pedido consome tempo e costuma exigir valor mínimo, o que faz você pedir mais do que pediria. Trocar de aplicativo atrás da promoção de entrada funciona por algumas semanas. Escolher o item mais barato do cardápio economiza pouco perto de simplesmente não pedir naquela noite. E aplicativos de cashback devolvem uma fração pequena de um gasto que, por definição, você preferia não ter feito. A alavanca real continua sendo a frequência, e ela não se resolve com esforço no momento do pedido — resolve-se antes, na geladeira, decidindo quantas noites da semana já têm comida.
O envelope: Delivery, separado e semanal
Crie um envelope só para delivery, separado de mercado e de restaurante. Ele existe para tornar visível uma coisa específica: quanto a casa paga por conveniência. Encha por semana, com um valor tirado dos seus três últimos meses, e registre o pedido inteiro, com todas as taxas, e não apenas o preço da comida. Quando acabar, acabou até a próxima reposição. Se o envelope estourar todo mês, você tem duas escolhas honestas: aumentá-lo de propósito, tirando de outro envelope, ou mudar a causa. O que não funciona é manter um valor que você sabe que não será respeitado.
Dúvidas comuns
Sai mais barato pedir pelo aplicativo ou direto no restaurante?
Compare uma vez e você terá a resposta para sempre naquele restaurante. Coloque o pedido no aplicativo sem finalizar e anote o preço dos itens, depois consulte o cardápio no site ou por telefone. É comum que o preço dentro do aplicativo seja mais alto, porque o custo da plataforma é repassado, e a isso somam-se as taxas. Pedir direto ou retirar no local costuma sair menos, e vale conferir se o restaurante tem entrega própria. O ganho é maior nos restaurantes que você usa com frequência, então faça a comparação só nesses.
Vale a pena assinar um plano de entrega grátis?
Faça a conta com os seus números em vez de estimar. Conte quantos pedidos você fez por mês nos últimos três meses e quanto pagou de taxa de entrega em cada um. Se a soma das taxas superar com folga o custo da assinatura, e o seu volume de pedidos não for aumentar por causa dela, compensa. Confira as condições oficiais, porque a isenção normalmente tem regras de valor mínimo e de distância. E acompanhe o total gasto no mês seguinte à assinatura: o efeito mais comum é o número de pedidos subir, o que anula a economia por pedido.
Qual é um valor realista de delivery por mês?
O ponto de partida é o seu próprio: some três meses de pedidos pela fatura e divida por três. A partir daí, escolha um número que você acredita que vai respeitar, não um número que soa virtuoso. Reduzir pela metade de uma vez costuma durar duas semanas. Um caminho que funciona melhor é definir quantos pedidos por mês, em vez de quanto em reais, porque a decisão real é pedir ou não pedir, e o valor de cada pedido varia pouco. Depois transforme esse número de pedidos em valor de envelope.
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