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Um desafio de poupança a dois que sobrevive a rendas diferentes

Escolham um valor e uma data e depois a estrutura. Proporcional: cada um aporta a mesma porcentagem do líquido, então com 3.000 e 5.000 por mês uma meta de 400 por mês dá 5% para cada um, ou 150 e 250. Igualitária: cada um aporta o mesmo valor, 200 e 200, o que representa cerca de 6,7% do líquido de um e 4% do outro. Doze meses de 400 chegam a 4.800. Rode como um único envelope de meta compartilhada, com cada aporte identificado, mais um envelope pessoal sem prestação de contas para cada um.

Primeiro a meta e a data, depois a estrutura

Comecem por um número e um prazo, ditos em voz alta e escritos: 4.800 até esta época no ano que vem, ou 3.000 até junho. Depois dividam. Quatro mil e oitocentos em doze meses dão 400 por mês, e esse é o número sobre o qual o resto do desafio é construído. Vale enunciar em termos mensais porque é essa a unidade em que vocês vão agir: aqui o dinheiro entra uma vez por mês, às vezes em duas partes, e não toda semana. Deem nome ao objetivo único, digam em uma frase por que ele importa para cada um, e escrevam o valor mensal onde os dois vejam.

A divisão proporcional, com a conta feita

Cada um aporta a mesma porcentagem do que cai na conta. Suponha que um recebe 3.000 líquidos por mês e o outro 5.000, somando 8.000, e que a meta precisa de 400 por mês. Quatrocentos divididos por oito mil dão 5%. Cinco por cento de 3.000 são 150; cinco por cento de 5.000 são 250; juntos, 400. Cada pessoa abre mão da mesma fatia do que tem, que é a definição de esforço igual quando as rendas são diferentes, e os dois ficam com a mesma proporção da renda para todo o resto. É a estrutura padrão quando as rendas são bem distintas, e a conta é simples o bastante para refazer em um minuto sempre que uma delas mudar.

A divisão igualitária, e quando ela é injusta

Cada um aporta o mesmo valor: 200 e 200 para uma meta de 400 por mês. É mais simples, parece obviamente justo e é mais fácil de acompanhar. Mas façam as porcentagens antes de fechar. Duzentos sobre 3.000 são cerca de 6,7% do líquido daquela pessoa, enquanto 200 sobre 5.000 são 4%, ou seja, quem ganha menos está entregando cerca de dois terços a mais da própria capacidade. Isso é tranquilo se os dois olharem para esses números e concordarem. Vira corrosivo se só uma das partes já fez a divisão. Igualitária serve para rendas parecidas ou para quem prefere simetria de propósito; proporcional serve para todo o resto.

Antes de fixar o valor, listem as parcelas dos dois

Aqui existe um passo que a versão em inglês não tem. Antes de escolher os 400 por mês, abram as faturas dos dois e listem todas as parcelas em aberto, com quantas faltam em cada uma. Some o que cai no mês que vem: essa é a parte da renda de vocês que já está vendida, e ela não está disponível para meta nenhuma. Façam a mesma lista para os próximos seis meses, porque uma compra em dez vezes feita em setembro ainda está viva em junho. Confiram também o que entra como vale-refeição ou vale-alimentação: esse dinheiro é de comida e não pode virar aporte, então ele não conta na renda que banca a meta.

O check-in de 15 minutos e a regra do aporte perdido

Mesmo horário toda semana, quinze minutos, três perguntas, e aí para. Quanto cada um colocou. O que vem nas próximas duas semanas que custa dinheiro. Tem algo no plano que não está funcionando. Três perguntas é limite de propósito, porque conversa sobre dinheiro sem pauta se expande para tudo o que qualquer um dos dois estava guardando. Decidam também, agora, o que acontece quando alguém não aportar, porque regra combinada antes se discute como política e regra inventada depois se discute como caráter. Escolham uma: o valor perdido vai para o mês seguinte, a data final anda, ou cada um tem um número de faltas por ano sem explicação.

O envelope compartilhado e o envelope de cada um

Um único envelope de meta para o objetivo, e cada aporte lançado separadamente com a identificação de quem colocou, para os dois valores ficarem visíveis e ninguém precisar acreditar na palavra do outro. Depois, a mudança que evita a maior parte do atrito: um envelope pessoal para cada um, com valor igual, bancado todo mês, gasto no que a pessoa quiser sem dever explicação. Mantenham os dois valores iguais mesmo na estrutura proporcional, porque esse envelope é sobre autonomia e não sobre contribuição. A maior parte da briga recorrente de dinheiro em casal não é sobre o número grande, é sobre ser auditado numa compra pequena.

Dúvidas comuns

A gente divide igual ou por renda?

Por renda, se as rendas forem bem diferentes. A mesma porcentagem do líquido significa que os dois abrem mão da mesma fatia da própria capacidade, e ambos ficam com um fôlego comparável depois. Valores iguais são mais simples e funcionam bem quando as rendas são próximas, mas em uma divisão de 3.000 e 5.000, aportar 200 cada um representa cerca de 6,7% para um e 4% para o outro. Nenhuma resposta é automaticamente certa; o que importa é os dois terem feito a divisão e concordado com o resultado em vez de cair no padrão.

E se um dos dois vive deixando de aportar?

Separem duas possibilidades antes de conversar, porque elas pedem respostas opostas. Ou o valor é inviável, e aí o plano está errado e a correção é um valor menor ou uma data mais longe, ou o dinheiro está indo para outro lugar, e aí é uma conversa de prioridades. Olhem o registro dos aportes em vez de confiar na memória, o que mantém a conversa factual. Apliquem a regra de falta que vocês combinaram antes, e se a mesma falha se repetir três meses seguidos, renegociem o número em vez de repetir a conversa.

Precisamos juntar as contas para fazer isso?

Não. O desafio precisa de uma meta compartilhada e de um registro visível de quem colocou o quê, não de conta conjunta. Muitos casais mantêm contas separadas e simplesmente transferem a parte de cada um quando o dinheiro entra, lançando como aporte identificado no envelope de meta compartilhada, para os dois totais ficarem à vista. Juntar finanças é uma decisão bem maior, com consequências práticas e jurídicas, e ela deveria ser tomada por seus próprios méritos e não como efeito colateral de um desafio de poupança.

De quanto deve ser o envelope pessoal de cada um?

Do valor que os dois conseguem bancar todo mês sem aperto, igual entre vocês e pequeno o bastante para não competir com a meta. O tamanho importa muito menos do que a existência. O objetivo é ninguém precisar justificar um café, um jogo ou um presente para um amigo, porque a irritação recorrente na maioria das finanças de casal é ser questionado sobre compras pequenas, e não a discordância sobre as grandes. Se o dinheiro está curto, um valor pequeno e igual ainda faz o trabalho que um valor zero não faz.

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