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Como Diminuir a Conta de Luz
A conta de luz é dominada pelos aparelhos que geram calor: o chuveiro elétrico em primeiro lugar, depois o ar-condicionado, o ferro de passar e a geladeira, que é pequena por minuto mas nunca desliga. Ache o seu próprio número comparando o consumo em kWh do seu mês mais pesado com o do mês mais leve, no gráfico que vem na própria fatura, e ataque essa diferença antes de qualquer outra coisa. Depois encha o envelope de Contas de Casa pelo maior valor dos últimos doze meses, e não pela média, porque parte da variação da conta não depende de você.
Consumo é potência vezes tempo, e isso decide tudo
A conta de energia obedece a uma regra simples: gasta quem tem potência alta e fica ligado muito tempo. Por isso a lista dos vilões é sempre parecida em casa brasileira. O chuveiro elétrico tem a maior potência de todas e é usado todo dia; o ar-condicionado tem potência alta e roda por horas; o ferro de passar e o secador esquentam de verdade; a geladeira consome pouco por minuto mas trabalha vinte e quatro horas. Do outro lado, tudo aquilo que cabe na mão — celular, roteador, televisão moderna, lâmpadas de LED — pesa pouco por mais que a conversa popular diga o contrário. Comece pelo topo dessa lista, porque o esforço gasto na base rende quase nada.
Leia a sua fatura antes de mudar qualquer hábito
Toda fatura traz o consumo do mês em quilowatt-hora e um histórico dos meses anteriores. Esse gráfico é a única fonte confiável sobre a sua casa. Puxe doze meses e subtraia o mês mais leve do mês mais pesado: essa diferença é o custo da sazonalidade da sua casa, quase sempre ar-condicionado no verão ou banho mais quente e mais demorado no inverno. Repare também que o valor final não depende só do kWh: a conta traz a tarifa da sua distribuidora, tributos e, quando aplicável, a bandeira tarifária vigente. Isso significa que o valor em reais pode subir sem o consumo mudar. Por isso a comparação honesta é sempre kWh contra kWh, e não conta contra conta.
As mudanças que têm mecanismo por trás
Três coisas movem o número de verdade. A primeira é o chuveiro: reduzir o tempo do banho e usar a posição verão sempre que o clima permitir mexe diretamente no maior consumidor da casa, e vale para todos os moradores, todos os dias. A segunda é o ar-condicionado: cada grau a menos na temperatura escolhida faz o aparelho rodar mais tempo, e fechar portas e janelas do cômodo evita que ele trabalhe para resfriar a rua. A terceira é a geladeira: borracha de vedação em bom estado, distância da parede, não guardar comida quente e não deixar a porta aberta escolhendo o que comer. Acumular roupa para passar tudo de uma vez também rende, porque o ferro gasta esquentando.
O que se recomenda por aí e quase não muda nada
Tirar carregadores da tomada, desligar o modem à noite e caçar aparelhos em espera dão um resultado tão pequeno que some dentro da variação normal do mês. Trocar todas as lâmpadas por LED vale a pena e já é praticamente padrão, mas não explica um salto na fatura: iluminação é uma fatia pequena hoje. Comprar aparelhos novos só pela eficiência raramente se paga no prazo em que as pessoas imaginam, com a exceção de geladeiras muito antigas, que consomem de forma desproporcional. Nada disso é errado, é só de baixa alavanca perto de banho e ar-condicionado. Faça se quiser, mas não conte com esses itens para resolver uma conta que dobrou.
O envelope: Contas de Casa dimensionado pelo pior mês
A luz entra no envelope de Contas de Casa, junto com água e gás encanado, e o valor certo não é a média dos doze meses. É o maior valor dos últimos doze, ajustado para cima se houve reajuste da distribuidora desde então. Quem orça pela média fica descoberto em metade dos meses, e o descoberto vai parar no cartão. Orçando pelo pior, os meses leves sobram, e essa sobra deve ficar acumulada no próprio envelope para pagar o pico do verão ou o mês em que a bandeira encarece a energia. Encha na data em que o dinheiro entra e, se você recebe adiantamento e salário, divida o valor entre as duas entradas.
Dúvidas comuns
O que mais gasta energia dentro de casa?
Os aparelhos que produzem calor. Em quase toda casa brasileira o campeão é o chuveiro elétrico, que tem potência muito alta e é usado todo dia por todo mundo; depois vêm ar-condicionado, ferro de passar, secador de cabelo e a geladeira, que consome pouco por minuto mas fica ligada o tempo todo. Aparelhos eletrônicos pequenos pesam pouco. Se você quiser confirmar na sua casa em vez de acreditar em lista genérica, compare o consumo em kWh de um mês de verão com um de inverno na própria fatura: a diferença aponta direto para o seu maior consumidor sazonal.
Vale a pena trocar o chuveiro elétrico por aquecimento a gás?
É uma decisão que envolve instalação, custo de obra, tipo de aquecedor e o preço do gás na sua região, então não dá para responder com um sim ou não útil. O que dá para fazer é preparar a conta: descubra quanto do seu consumo em kWh é banho comparando um mês de inverno com um de verão, converta isso em reais usando a tarifa da sua fatura e compare com o custo estimado do gás mais a instalação, pedindo orçamento a um profissional. Se o retorno for de muitos anos, é uma decisão de conforto, e está tudo bem que seja.
Minha conta subiu, mas eu não mudei nada. Por quê?
Confira primeiro o consumo em kWh no gráfico da fatura. Se ele está estável e o valor subiu, a mudança foi de preço, seja por reajuste anual da distribuidora, seja pela bandeira tarifária aplicada naquele mês — nenhum hábito seu explica isso e não há nada a corrigir em casa. Se o kWh subiu sem mudança de rotina, de estação ou de número de moradores, aí vale investigar equipamento com defeito, como geladeira com vedação ruim ou chuveiro com problema. Em caso de suspeita elétrica, chame um eletricista ou a distribuidora.
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