Como juntar R$5.000 em um ano
Juntar R$5.000 em um ano são cerca de R$417 por mês, cerca de R$96 por semana, ou cerca de R$209 em cada uma das duas entradas de dinheiro do mês. Menos de R$100 por semana coloca a meta dentro do alcance de muitos orçamentos. Metas de doze meses raramente falham no número semanal: elas falham no IPVA e no licenciamento, no material escolar e na matrícula, no seguro anual e no reajuste do plano de saúde. Dê a cada um desses uma reserva programada própria e pare de saquear a meta.
A conta em doze meses
R$5.000 divididos por doze são cerca de R$417 por mês. Divididos por 52 semanas, cerca de R$96 por semana. Se o seu dinheiro chega em duas partes no mês, são cerca de R$209 em cada uma. O número semanal é o que costuma convencer, porque R$96 cabe numa conversa sobre delivery e transporte por aplicativo, enquanto R$417 parece uma conta nova. Escolha um dos três e use sempre o mesmo, porque alternar entre eles é como as metas anuais se dissolvem: você cumpre a semana, esquece o mês, e em setembro descobre que está a três meses de atraso sem saber quando isso aconteceu.
Corte uma coisa para sempre em vez de quatro por um tempo
Doze meses é longo demais para força de vontade. O que sobrevive a um ano é mudança estrutural, não vigilância diária. Uma renegociação de plano de celular ou internet vale todo mês sem você lembrar dela. Uma assinatura cancelada vale todo mês. Um trajeto que passa a ser feito de transporte público duas vezes por semana vale todo mês. Já o plano de gastar menos em cada compra depende de você estar atento em cento e cinquenta decisões por mês, e você não vai estar. Escolha um ou dois cortes que aconteçam uma vez e continuem valendo, calcule quanto eles dão por mês e veja o quanto do R$417 já ficou resolvido antes de qualquer esforço.
As contas que matam metas de doze meses
Uma meta anual quase nunca morre em fevereiro por falta de disciplina. Ela morre porque o ano tem despesas grandes e previsíveis que ninguém colocou no plano. Janeiro e fevereiro trazem IPVA, licenciamento, IPTU, matrícula e material escolar quase no mesmo intervalo. O seguro do carro vence numa data fixa uma vez por ano. O plano de saúde tem reajuste anual com data conhecida. Nenhuma dessas é emergência: todas estão no calendário e você já sabe. Quando elas chegam e não têm dinheiro reservado, o dinheiro sai do único lugar disponível, que é a meta, e a meta vira o amortecedor do ano em vez do objetivo.
Reserva programada é o que protege a meta
A solução é separar dois tipos de dinheiro guardado. A meta de R$5.000 é uma coisa. As reservas programadas são outra: um envelope por despesa anual conhecida, cada um com o valor do ano passado dividido por doze. Pegue o boleto do IPVA do ano passado, a nota do material escolar, a apólice do seguro e a última mensalidade do plano, some o que vence nos próximos doze meses e divida por doze. Esse valor mensal não é dinheiro perdido: é dinheiro que já era dessas contas, só que agora ele espera num envelope em vez de aparecer como surpresa. Depois disso, o que você mandar para a meta fica de fato na meta.
O ajuste de envelope para fazer hoje
Crie o envelope da meta com alvo de R$5.000 e data de doze meses à frente, e encha logo na primeira entrada de dinheiro do mês, não com o que sobrar. Ao lado dele, crie as reservas programadas do seu ano: IPVA e licenciamento, seguro, escola, presentes de fim de ano. No Envelope Budget as metas mostram a barra de progresso e a data, e o quadro de metas deixa a imagem do objetivo junto do número, o que ajuda mais do que parece num prazo de um ano. Se o décimo terceiro cair no meio do caminho, mande uma parte direto para a meta e feche o ano antes do prazo.
Dúvidas comuns
R$96 por semana é realista?
Isso depende inteiramente do que sobra depois das contas fixas e das parcelas já contratadas, e não de quão organizado você é. Faça a subtração antes de responder: líquido menos moradia, contas de casa, transporte, mercado mínimo, plano de saúde e parcelas que já vencem. Se sobrar mais de R$96 por semana com alguma margem, a meta é realista e o trabalho é de constância. Se sobrar menos, a meta continua boa mas o prazo está errado, e R$5.000 em dezoito meses, cerca de R$278 por mês, é uma versão honesta da mesma coisa. Um prazo maior que você cumpre vale mais que um prazo curto abandonado em abril.
Guardo por mês ou por semana?
Por semana costuma funcionar melhor quando a renda é irregular, porque o ciclo de recarga é curto e uma semana ruim fica contida naquela semana. Por mês costuma funcionar melhor para quem recebe salário fixo, porque o dinheiro sai no mesmo dia em que entra e você não convive com ele. Se o seu dinheiro chega em duas partes, o adiantamento no meio do mês e o saldo depois, use as duas datas: metade na primeira, metade na segunda. O que não funciona é decidir na hora, porque a decisão adiada é sempre a mesma decisão.
E se chegar dezembro e estiver faltando?
Faltar é o resultado mais comum e não significa fracasso. Duas coisas ajudam. A primeira é olhar antes: em agosto você já sabe se está atrasado, e ainda dá para redistribuir quatro meses em vez de descobrir o buraco na última semana. A segunda é que o fim do ano é justamente quando entra dinheiro extra e previsível para muita gente, e uma parte dele fecha a diferença se tiver destino combinado antes de cair. Se ainda assim faltar, some o que você juntou e compare com o zero de doze meses atrás. Uma meta cumprida em quatorze meses continua sendo uma meta cumprida.
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