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Como juntar para o casamento sem terminar endividado

Divida o orçamento total do casamento pelo número de meses até a data. R$30.000 em 18 meses são cerca de R$1.667 por mês, cerca de R$833 para cada um se vocês dividirem meio a meio. R$20.000 em 12 meses são cerca de R$1.667 por mês. R$30.000 em 24 meses são R$1.250 por mês. Se o número for impossível, as correções honestas, nessa ordem, são adiar a data, reduzir a lista de convidados e depois reduzir o orçamento, porque o número de convidados é o que move a maior parte do custo variável.

Comece pela data e volte no tempo

A conta do casamento é a mais simples de todas as metas e a mais ignorada: orçamento total dividido pelos meses até a data. Faça essa divisão antes de fechar qualquer fornecedor, porque ela responde a única pergunta que interessa, que é se esse casamento cabe no orçamento de vocês. R$30.000 em dezoito meses são cerca de R$1.667 por mês. R$20.000 em doze meses são cerca de R$1.667 por mês também. R$30.000 em vinte e quatro meses são R$1.250. Se o valor mensal é maior do que a soma do que os dois conseguem guardar, o problema já existe, e ele só fica mais caro depois que houver contratos assinados.

Quando o número é impossível, corrija nesta ordem

Primeiro, adie a data. Seis meses a mais reduzem o valor mensal sem tirar nada da festa, e é a correção menos dolorosa que existe. Segundo, reduza a lista de convidados, porque convidado é o multiplicador de quase todo custo variável: comida, bebida, espaço, convite, lembrança, mesa. Cortar vinte pessoas muda mais o total do que cortar vinte itens de decoração. Terceiro, reduza o padrão de cada item. Essa ordem importa porque a maioria dos casais faz o contrário, corta detalhes por meses a fio, mantém a lista intacta, e chega no mês da festa completando a diferença no cartão em dez vezes.

Como duas pessoas financiam uma meta

Duas pessoas guardando para o mesmo objetivo funcionam melhor com um número por pessoa e uma data de depósito combinada, e não com a promessa de guardar o que sobrar. Se as rendas são diferentes, dividir por proporção da renda costuma gerar menos atrito do que dividir meio a meio, mas o que realmente importa é a decisão ser explícita e escrita. Também combinem o que acontece quando um dos dois não consegue num mês: se compensa depois, se o valor mensal muda para os dois, ou se a data anda. Casamento é a primeira meta financeira conjunta de muitos casais, e a forma como vocês resolvem isso vale mais do que a festa.

Os pagamentos não são distribuídos por igual

O calendário de desembolso não acompanha o calendário de poupança. Buffet, espaço e fotografia costumam pedir sinal na contratação, muitas vezes com um ano de antecedência, e o restante em parcelas até a data. Isso significa que você precisa de dinheiro disponível cedo, não só no mês da festa. Liste cada fornecedor com o valor do sinal e o mês em que ele vence, e compare com a curva do seu envelope. Se um sinal vence antes de o envelope alcançar aquele valor, você precisa antecipar a poupança ou adiar a contratação. É esse descompasso, e não o total, que empurra casais para o parcelamento.

O que faz essa meta falhar

O orçamento que cresce em silêncio. Cada item aumenta um pouco, nenhum aumento parece grande, e três meses depois o total subiu vinte por cento sem nenhuma decisão consciente. A defesa é ter o total escrito e revisado numa data fixa, com cada aumento obrigando um corte em outro lugar. A segunda causa é o parcelamento como solução: parcelar o casamento em dez vezes transfere a festa para dez meses futuros do orçamento de vocês, justamente os meses em que a vida a dois está começando e outras despesas aparecem. Se algo precisa ser parcelado, some as parcelas ao orçamento do primeiro ano de casados antes de assinar.

A montagem dos envelopes

Um envelope Casamento com o total e a data, alimentado por dois depósitos combinados por mês, um de cada. Um segundo envelope, Sinais, para o dinheiro que precisa estar disponível cedo, com os vencimentos dos fornecedores anotados. E manter as reservas de sempre vivas, porque casar não suspende o IPVA nem o plano de saúde. No Envelope Budget o quadro de metas é útil aqui por um motivo prático além do bonito: uma meta compartilhada com imagem e número reduz a chance de um dos dois esquecer o combinado no meio de dezoito meses.

Dúvidas comuns

Um ano é tempo suficiente para juntar para o casamento?

É suficiente se o orçamento dividido por doze couber no que os dois conseguem guardar por mês, e não é suficiente se não couber, por mais organizados que vocês sejam. Faça a divisão antes de marcar: R$20.000 em doze meses pedem cerca de R$1.667 por mês somando os dois. Se o número não cabe, prolongar o prazo é a correção mais barata que existe, porque ela não tira nada da festa. Marcar a data antes de fazer a conta é a sequência que produz casamento parcelado.

Como o casal deve dividir a poupança do casamento?

As duas formas comuns são meio a meio e proporcional à renda, e nenhuma é mais correta que a outra. O que reduz atrito é decidir antes, escrever, e definir uma data de depósito para cada um em vez de deixar como o que sobrar no fim do mês. Combinem também o cenário de falha: o que acontece se um não conseguir em algum mês. Um acordo definido em um momento tranquilo é muito melhor do que uma negociação feita em um momento de tensão, que é quando essa conversa acontece se não for antecipada.

A lua de mel sai do orçamento do casamento?

É mais fácil manter separado, com envelope e data próprios, porque as duas metas têm prazos diferentes e concorrem entre si. Se ficarem no mesmo envelope, a festa consome a viagem sem que ninguém tenha decidido isso, já que os vencimentos dos fornecedores chegam antes. Separar também permite escolher conscientemente uma viagem menor logo depois e uma maior um ano depois, que é um arranjo comum e que costuma sair bem mais barato do que a versão parcelada da viagem grande.

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