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Como juntar dinheiro para a lua de mel

Monte o total a partir dos seus próprios orçamentos: passagens, hospedagem, alimentação por dia, passeios e uma linha de 15% de folga em cima de tudo. Se isso soma R$12.000 e vocês têm 18 meses, o ritmo constante é cerca de R$667 por mês. Se os sinais do casamento tomarem a folga nos primeiros nove meses, rode a lua de mel a cerca de R$200 por mês nessa janela e cerca de R$1.133 por mês depois. Decida qual dos dois padrões vocês vão usar antes de reservar qualquer coisa.

Monte o total com cinco linhas

Passagens ou combustível e pedágio, conforme o destino. Hospedagem, que é diária multiplicada por noites. Alimentação, que é um valor por pessoa por dia multiplicado por dias e por duas pessoas. Passeios e entradas, orçados de verdade e não estimados. Transporte no destino. Depois some 15% em cima do total como linha explícita de folga, porque viagem tem sempre um custo que não estava na lista e é melhor ele ter nome antes. Use preços que você pesquisou para as suas datas, não uma lembrança de quanto custava. Esse total é a meta, e ele geralmente é maior do que a conversa inicial do casal sugeria.

A conta, por mês e por entrada de dinheiro

R$12.000 em dezoito meses são cerca de R$667 por mês, ou cerca de R$333 para cada um se vocês dividirem meio a meio. R$8.000 em doze meses são cerca de R$667 por mês. R$20.000 em vinte e quatro meses são cerca de R$833 por mês. Se o dinheiro de vocês chega em duas partes no mês, divida por dois e combine as duas datas de depósito. E escreva o número por pessoa, não só o total do casal, porque meta de casal sem valor individual é a meta que ninguém sente responsabilidade por cumprir.

Sequenciamento contra os sinais do casamento

Se a lua de mel vem depois de um casamento, as duas metas competem pelo mesmo dinheiro e os sinais dos fornecedores vencem primeiro. Existem dois padrões honestos. O constante: um valor igual todo mês nas duas metas, o que só funciona se a soma couber. E o escalonado: a lua de mel recebe um valor simbólico enquanto os sinais são pagos e assume o valor cheio depois da festa. O escalonado é mais realista para a maioria dos casais, mas exige aceitar que os últimos meses serão pesados. O erro é não escolher: aí a lua de mel recebe o que sobrar, que é zero, e a viagem termina parcelada.

A questão do dinheiro de presente

Muita gente conta com a lista de presentes ou com transferências dos convidados para financiar a viagem. Isso pode acontecer e não deve entrar no plano como receita. O motivo é simples: você contrata a viagem antes de saber o valor, e se vier menos do que o esperado a diferença vira parcela. Trate o presente como aceleração, não como fonte. Monte o plano pelo que os dois conseguem guardar, e se o dinheiro de presente aparecer, ele encurta o prazo, cobre um upgrade ou volta para a reserva de emergência do casal, que costuma ser a decisão mais valiosa e a menos comemorada.

O que faz essa meta falhar

Reservar antes de o envelope existir. A passagem promocional aparece, o casal reserva no cartão em dez vezes e considera resolvido, mas o que aconteceu foi transferir a viagem para dez meses futuros, os mesmos meses em que a vida de casados está começando e a mudança custa dinheiro. A segunda causa é o destino que muda: cada nova ideia recalcula o total para cima e a meta nunca alcança. Escolham o destino e a data, escrevam o total, e revisem em datas marcadas. A terceira é esquecer a folga de 15%, que é a linha que separa uma viagem tranquila de uma viagem contando moedas no quinto dia.

A montagem dos envelopes

Um envelope Lua de Mel com o total e a data da viagem, alimentado por dois depósitos combinados. Se houver casamento, um envelope separado para os sinais, com os vencimentos anotados, para não competir por engano. E vale criar, dentro do planejamento da viagem, uma divisão mental por linha: passagem, hospedagem, dia a dia. Assim, quando a hospedagem custar mais que o previsto, vocês sabem exatamente de onde a diferença sai. No Envelope Budget a meta com data mostra se o ritmo está certo, e o quadro de metas mantém a viagem visível durante um ano e meio.

Dúvidas comuns

Dá para juntar para o casamento e para a lua de mel ao mesmo tempo?

Dá, desde que a soma dos dois valores mensais caiba no que os dois conseguem guardar. Se não couber, o padrão escalonado costuma ser mais honesto: a lua de mel recebe um valor pequeno enquanto os sinais do casamento vencem e assume o valor cheio depois da festa. O que não funciona é deixar a lua de mel como resíduo, porque resíduo é zero em quase todos os meses e a viagem acaba parcelada. Escolha o padrão explicitamente e escreva, para não redecidir todo mês.

Dá para contar com o dinheiro de presente dos convidados?

Não como fonte do plano. O valor é incerto, chega perto ou depois da data e você já terá contratado a viagem. Se entrar, ótimo: encurta o prazo, permite um upgrade ou reforça a reserva de emergência do casal. Se você orçar contando com ele e vier menos, a diferença cai no cartão, que é exatamente o resultado que a meta existia para evitar. Planeje com o que vocês controlam e trate o resto como bônus.

Quanto de folga orçar para uma viagem?

Quinze por cento em cima do total orçado é um ponto de partida razoável, e é uma linha, não um arredondamento mental. Ela cobre o que sempre aparece: um traslado a mais, uma refeição fora do previsto, um passeio que vocês decidiram na hora, uma diferença de câmbio se o destino for no exterior. Se sobrar, ótimo, e o excedente volta para o próximo objetivo. Se você não colocar essa linha, ela existe do mesmo jeito, só que aparece como fatura em vez de envelope.

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