Como juntar a entrada do carro
Divida a entrada que você quer dar pelo número de meses até precisar do carro. R$5.000 em 12 meses são cerca de R$417 por mês; R$8.000 em 12 meses são cerca de R$667; R$10.000 em 18 meses são cerca de R$556. Orce separadamente os custos que chegam na mesma semana da compra: transferência e documentação no DETRAN do seu estado, licenciamento e IPVA do ano, e a mudança no seguro. Esses não fazem parte da entrada e ninguém lembra deles até a hora.
Comece pelo carro, não pela entrada
A entrada é uma consequência de duas decisões anteriores: qual carro e quando. Defina o valor do veículo que você vai realmente procurar, olhando anúncios de verdade da sua cidade e não uma média mental, e defina o mês em que precisa dele. Só então a entrada vira um número, e a partir dele o valor mensal. Fazer o contrário, escolher uma entrada redonda antes de saber o carro, produz uma meta que não conversa com nada e que muda toda vez que você olha anúncio. Também force a pergunta desconfortável agora: se a data é daqui a dois anos, talvez a resposta certa seja comprar sem financiar, e essa conta é diferente.
A conta, por mês e por entrada de dinheiro
R$5.000 em doze meses são cerca de R$417 por mês, ou cerca de R$209 em cada uma das duas entradas de dinheiro do mês. R$8.000 em doze meses são cerca de R$667 por mês. R$10.000 em dezoito meses são cerca de R$556 por mês. R$10.000 em vinte e quatro meses são cerca de R$417 por mês. Escreva o seu prazo e o seu valor e faça a divisão, porque o número mensal é o único que decide se o plano é real. Se ele passa do que sobra depois das contas fixas e das parcelas já contratadas, existem apenas dois movimentos honestos: alongar o prazo ou baixar o carro.
Seja honesto com as versões agressivas
Prazos curtos parecem determinação e costumam ser otimismo. Juntar R$10.000 em seis meses pede cerca de R$1.667 por mês, e se você não guarda esse valor hoje, nada no plano explica de onde ele passaria a sair. Antes de escolher o prazo curto, olhe o seu histórico dos últimos três meses: quanto você efetivamente conseguiu guardar? Esse é o seu número, e o plano deveria partir dele. A exceção legítima é quando existe dinheiro previsível chegando, como décimo terceiro, PLR ou a venda do carro atual, e nesse caso escreva o valor e a data no plano em vez de deixar como esperança.
Os custos que chegam na mesma semana
A entrada não é o único desembolso do dia da compra. Existe a transferência e a documentação, cujo valor e cujo procedimento variam conforme o DETRAN do seu estado, então consulte a fonte oficial do seu estado em vez de estimar. Existe o licenciamento do ano e o IPVA, que dependendo do mês da compra podem chegar logo em seguida. Existe a vistoria, quando exigida. E existe o seguro, que muda quando o carro muda. Some tudo isso numa reserva programada separada da entrada, porque quem coloca apenas a entrada no plano acaba financiando essas taxas no cartão, e a compra à vista de um pedaço vira parcela do outro.
O que faz essa meta falhar
Três coisas. A primeira é o alvo móvel: você começa mirando um carro e a cada mês mira um pouco mais caro, então a meta nunca chega. Escreva o valor e a data uma vez e pare de mexer. A segunda é gerar parcelas novas durante o período, porque cada compra em dez vezes come dez meses do dinheiro que ia para a entrada. A terceira é o carro atual quebrar no meio do caminho, o que é comum e previsível: mantenha uma reserva de manutenção separada, senão o conserto sai da entrada e o plano volta meses para trás sem nenhum erro seu.
A montagem dos envelopes
Um envelope Entrada do Carro com o valor e a data, enchido na primeira entrada de dinheiro do mês. Um segundo envelope, menor, para transferência, documentação, licenciamento e a diferença de seguro. E um terceiro, de manutenção do carro atual, para o plano não ser refém de um imprevisto mecânico. No Envelope Budget dá para colocar a foto do carro no quadro de metas junto do número, o que costuma ajudar em prazos de mais de um ano, e a barra de progresso com data mostra se você está adiantado ou atrasado sem exigir planilha.
Dúvidas comuns
Quanto dar de entrada no carro?
Não existe uma resposta única, e a decisão depende de números que só estão nas propostas que você recebeu. O que dá para dizer no lado do orçamento é o teste: some a parcela do financiamento com combustível, seguro, IPVA, licenciamento e uma reserva mensal de manutenção. Se esse total não cabe confortavelmente no seu orçamento mensal depois das outras contas, o problema não é a entrada, é o carro. Quanto maior a entrada, menor a parcela, mas nenhuma entrada conserta um carro caro demais para a renda. Não avaliamos nem recomendamos financiamentos ou consórcios.
Quanto guardar por mês para a entrada?
Divida o valor da entrada pelo número de meses até a data em que você quer comprar. R$5.000 em doze meses são cerca de R$417 por mês; em dezoito, cerca de R$278. Se o seu dinheiro chega em duas partes no mês, divida esse valor por dois e trate cada entrada como um depósito, porque decidir no dia do pagamento é bem mais fácil do que decidir no fim do mês. E teste o valor contra o pior mês recente do seu ano, não contra o melhor.
Junto a entrada ou compro o carro à vista?
As duas metas usam o mesmo envelope, mudam apenas o alvo e o prazo. Comprar à vista exige um valor bem maior e um prazo bem mais longo, e em troca elimina a parcela do orçamento mensal para sempre. Juntar só a entrada acelera a compra e coloca uma parcela fixa no seu mês pelos próximos anos. A conta que decide é a sua: escreva os dois cenários com valor mensal e data, e veja qual deles você conseguiria manter em todos os meses do ano. Não recomendamos nenhum produto de crédito.
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