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Quanto preciso juntar para alugar um apartamento

O custo de entrar num apartamento alugado é uma pilha, não um número: a garantia exigida no contrato, o primeiro aluguel, o condomínio e o IPTU do período, as taxas de vistoria e contrato quando houver, as ligações e transferências de luz, água, gás e internet, a mudança e a mobília, porque a maioria dos imóveis de aluguel vem vazia. Some tudo com valores reais dos anúncios que você está olhando e divida pelos meses até a mudança. Um alvo de R$12.000 em seis meses são R$2.000 por mês.

A garantia é a linha que mais muda o total

Todo contrato de locação exige alguma forma de garantia, e o formato aceito varia de proprietário para proprietário. Pode ser caução em dinheiro, fiador, um seguro contratado ou outro instrumento aceito pelas partes. Cada formato tem um custo de entrada bem diferente: alguns exigem um valor grande de uma vez, outros diluem em pagamentos e outros não custam dinheiro na entrada, mas dependem de alguém aceitar ser fiador. Não recomendamos qual escolher, porque alguns desses formatos são produtos financeiros e a decisão depende do que o proprietário aceita. O que o seu orçamento precisa é do valor do formato que você vai efetivamente usar, então pergunte antes de calcular.

As outras linhas da pilha

Além da garantia, some o primeiro aluguel, que costuma ser cobrado no ato. Some o condomínio, que é um valor mensal separado e às vezes chega perto de metade do aluguel, e o IPTU, que em muitos contratos fica por conta do inquilino, à vista ou parcelado. Some taxas de vistoria, elaboração de contrato e análise cadastral quando existirem. Some as ligações e transferências de titularidade de luz, água, gás e a instalação da internet. Some a mudança. E some a mobília mínima, porque quase todo imóvel de aluguel aqui vem sem geladeira, sem fogão, sem armário e às vezes sem chuveiro.

A conta, por mês e por entrada de dinheiro

Suponha que a sua pilha some R$12.000. Em seis meses são R$2.000 por mês, ou R$1.000 em cada uma das duas entradas de dinheiro do mês. Em nove meses são cerca de R$1.333 por mês. Em doze meses são R$1.000 por mês. Faça a conta com o valor real dos anúncios que você está olhando e não com uma estimativa, porque a diferença entre um aluguel e outro muda a pilha inteira, já que garantia, primeiro aluguel e condomínio são todos proporcionais ao imóvel. Descobrir isso antes costuma mudar a faixa de aluguel que você procura, o que é justamente o objetivo da conta.

Antes da entrada, teste o mês

A pilha de entrada é o obstáculo visível, e o custo mensal é o que decide se você fica. Some aluguel, condomínio, IPTU parcelado, luz, água, gás, internet, celular, mercado, transporte e qualquer parcela existente, e compare com o seu líquido. Se o resultado não deixa espaço para poupança nem para uma folga, o contrato é caro demais mesmo que você consiga pagar a entrada. Vale saber também que a análise cadastral costuma exigir comprovação de renda proporcional ao valor do aluguel, então o teto do que você consegue alugar pode ser definido antes mesmo da sua conta, e é melhor descobrir isso antes de se apaixonar por um imóvel.

A montagem dos envelopes

Três envelopes com a mesma data: Entrada do Contrato, que reúne garantia, primeiro aluguel, condomínio e taxas; Mobília, com a lista mínima orçada; e Folga do Primeiro Mês, com um mês inteiro do custo de vida que você calculou no teste acima. Encher nessa ordem impede o erro mais comum, que é gastar em móveis o dinheiro que era da folga. No Envelope Budget cada um tem meta e data próprias, e depois da mudança os mesmos envelopes viram o seu orçamento mensal real, o que faz o primeiro mês servir de medição em vez de susto.

Dúvidas comuns

Qual garantia é a mais barata?

Depende do que o proprietário aceita e das condições oferecidas no seu caso, e não recomendamos nenhuma delas, porque parte desses instrumentos é produto financeiro. O que dá para dizer é como comparar: coloque lado a lado quanto cada formato exige na entrada, quanto exige por mês durante o contrato, e o que acontece com esse dinheiro no fim. Um formato pode ser mais barato na entrada e mais caro ao longo dos anos, e o contrário também. Compare o custo total do período que você pretende ficar, não só o desembolso do primeiro dia.

O condomínio entra no mesmo envelope do aluguel?

Pode entrar, e para muitas casas é melhor que entre, porque a decisão de morar em um imóvel é sempre sobre a soma. Aluguel de valor menor com condomínio alto pode custar mais do que aluguel maior com condomínio baixo, e quem compara só o aluguel toma a decisão errada. Se você mantiver separado, mantenha os dois sempre visíveis juntos. E lembre que o condomínio pode mudar por decisão de assembleia e pode trazer rateio para obras, então uma pequena folga nessa linha evita surpresa.

Dá para alugar sem juntar tudo isso antes?

Às vezes dá, negociando formatos de garantia ou encontrando imóveis com custos de entrada menores, e isso é legítimo. O risco é outro: entrar com o mínimo e sem folga significa que o segundo mês, quando aparecem as ligações, os itens que faltam e o mercado inteiro por sua conta, vai para o cartão. Se você precisa entrar antes de completar a pilha, corte primeiro a mobília, que pode ser comprada aos poucos ou usada, e preserve a folga do primeiro mês, que é a linha que sustenta a mudança.

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