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Como encaixar a mensalidade da faculdade no orçamento

A mensalidade da faculdade não é uma meta de poupança, é uma conta fixa que se repete por anos, e tratá-la como meta é o que faz muita gente trancar o curso no meio. O que realmente vira meta são três coisas: a matrícula e o primeiro pagamento, uma folga de duas a três mensalidades para atravessar um mês ruim sem perder o semestre, e a reserva para o reajuste anual. Some ainda transporte e material, que costumam somar uma fatia relevante do custo mensal do curso.

Mensalidade é envelope fixo, não meta

Metas têm fim; mensalidade não tem, ela se repete todo mês por três, quatro ou cinco anos. Por isso o primeiro passo não é juntar dinheiro, é conferir se a mensalidade cabe no seu orçamento mensal ao lado das outras contas fixas. Faça a soma completa antes de assinar contrato: mensalidade, transporte até a instituição, material e livros, alimentação nos dias de aula e qualquer taxa recorrente. Compare com o seu líquido. Se couber com folga, o curso é sustentável. Se couber justo, ele depende de nada dar errado por quatro anos, o que não é um plano, é uma aposta.

As três coisas que realmente viram meta

A primeira é a matrícula e o primeiro pagamento, que chegam antes de qualquer coisa e costumam vir junto com material e transporte novos. A segunda é a folga de duas a três mensalidades, guardada em envelope separado, para um mês de renda ruim não virar atraso: em contratos com desconto de pontualidade, perder o vencimento custa duas vezes, então confira o seu. A terceira é o reajuste anual, que existe no contrato e tem data conhecida, então basta reservar a diferença estimada nos meses anteriores para a nova mensalidade não chegar como choque. Com mensalidade de R$900, três meses de folga são R$2.700, ou R$300 por mês em nove meses.

O custo do curso não é só a mensalidade

Some as linhas que aparecem no dia a dia e que raramente entram na conversa sobre preço: transporte nos dias de aula, que em muitas cidades é a segunda maior linha do curso; alimentação fora de casa nesses dias; livros, apostilas e software exigido; impressões; taxas de laboratório ou de atividades; e, no fim, trabalho de conclusão, colação de grau e diploma, que costumam surpreender no último ano. Escreva tudo e converta em valor mensal. Esse número, e não a mensalidade sozinha, é o custo real do curso, e é ele que deve ser comparado com o seu orçamento antes da matrícula.

Se existe programa ou bolsa, verifique na fonte oficial

Existem programas públicos de financiamento e de bolsas, e também descontos e bolsas oferecidos pelas próprias instituições. As regras, os prazos e os critérios de cada um mudam e não são nossos, então não explicamos elegibilidade nem valores aqui: verifique nos canais oficiais do programa e diretamente com a instituição, por escrito. Para efeito de orçamento, a orientação é a mesma de sempre: monte o plano com o valor que você vai efetivamente pagar depois de confirmado, e não com o valor que você espera pagar se for aprovado. Se a aprovação vier, ela encurta a conta; se não vier, o seu plano continua de pé.

A montagem dos envelopes

Um envelope fixo Mensalidade, enchido na primeira entrada de dinheiro do mês, antes de qualquer envelope variável, porque é a conta cujo atraso tem consequência acadêmica e não só financeira. Um envelope Faculdade para transporte, material e alimentação dos dias de aula. Um envelope Folga do Curso, com duas a três mensalidades, que não se toca. E uma linha de reserva para o reajuste anual. No Envelope Budget dá para deixar o envelope da mensalidade no widget da tela de início, o que mantém à vista a conta que menos pode ser esquecida.

Dúvidas comuns

E se eu atrasar uma mensalidade?

As consequências estão no seu contrato e variam de instituição para instituição, incluindo encargos por atraso e a perda de eventual desconto de pontualidade, então leia o que você assinou em vez de supor. Do lado do orçamento, o que resolve é a folga de duas a três mensalidades guardada antes de precisar, porque atraso quase nunca vem de descuido, vem de um mês em que outra coisa deu errado. Se o atraso já aconteceu, procure a instituição antes do vencimento seguinte: acordos de pagamento existem, e a regra desta casa vale para qualquer acordo, que é testar a parcela contra o seu orçamento antes de assinar.

Quanto guardar para o reajuste anual?

O caminho honesto é olhar o seu histórico: compare a mensalidade deste ano com a do ano passado e use essa diferença como base, com alguma folga. Não citamos percentuais porque o reajuste depende do contrato e da instituição. O que importa é que o aumento tem data conhecida, então ele não deveria ser surpresa nunca. Reserve a diferença estimada nos meses anteriores e, quando a nova mensalidade entrar em vigor, aumente o envelope fixo já com o dinheiro reservado cobrindo a transição.

Vale a pena pagar o semestre inteiro adiantado?

Isso depende de haver desconto e do tamanho dele, o que só o seu contrato ou a proposta da instituição responde, e não recomendamos nenhuma das duas opções. Do lado do orçamento existe um critério útil: pagar adiantado só faz sentido com dinheiro que já existe e que não é da sua reserva de emergência. Adiantar semestre usando cartão parcelado troca um desconto por um comprometimento de meses futuros, e essa troca costuma anular a vantagem. Se o dinheiro está no envelope e sobra depois disso, aí a comparação é limpa.

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